segunda-feira, 24 de março de 2008

"Totalmente in"

Estou tentando criar coragem para recomeçar a escrever.
Não sei exatamente porque estou resisitindo tanto a me abrir.
Mesmo que ninguém ou raríssimas pessoas leiam o que escrevo aqui, ainda assim, está muito difícil registrar o que se passa pela minha cabeça neste momento.
Até com meus amigos estou assim, "in". Alguns reclamam.
Não é intencional, é emocional mesmo.
Então vou deixar acontecer.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Desacelerando

No olho do furacão, é assim que estou me sentindo nestes últimos dias.
Amanhã começo a desacelerar (espero!).
Vou para Brasília rever amigas muitíssimo queridas.
O natal passaremos em Pirenópolis, GO.
Na volta conto tudinho (talvez!).
Fui.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Que venha a vida !

Nunca estive tão viva, no real sentido de estar viva
Incertezas, dores, esperança
Vontade infinda de continuar vivendo,
dissecando, transpondo, evoluindo
Espectadora de mim
Espetáculo interessante
Ora drama, ora comédia, quiçá épico
Vontade de seguir essa aventura
Emoções...
Quais serão as próximas?
Que venham, estou pronta

A saga do ego contra a tempestade

Esse chip que sou eu, que guarda o que vivi, sinto e penso
Esse cofre onde me poupo, me economizo
Essa ostra onde me escondo
Esse ínfimo ante o tudo absoluto
Essa coisa mínima ante o mundo real
Mesmo nesse estado, pulsa, anseia por ar, resiste a se entregar, peleja
É consciente de si
Resiste, teima, insiste
Micróbio involuntário no universo
Só tem um rumo, curso, rota
Em frente.

domingo, 25 de novembro de 2007

Banzo

O terreiro era amplo, de terra batida.
Arborizado. Árvores grandes, sombra farta . Casinhas simples. Umas três ou quatro casas, dispostas de frente umas para as outras, como se conversassem, pátio comum. Algum tipo de construção de barro. Casas brancas meio descascadas.
Temperatura gostosa. Calor ameno com brisa suave.
Uma senhora de mais de sessenta anos conversa com uma moça mulata, enquanto fazem as lides do dia. A moça varre o terreiro com vassoura de ervas, roupas modestas e muito limpas. Cheiro de algodão bem passado. Ferro de brasas. Pessoas muito simples, rostos limpos, almas limpas, transparentes, felicidade nos rostos. Ambiente pobre e bom, segurança de família boa.
Vida simples, protegida por natureza generosa.
Nessa vidinha simples de quem planta e colhe, pesca e cozinha, celebra e dança, fui feliz algum dia.
Sinto falta de tempos que não vivi, pessoas que não conheci, lugares onde não estive. Apenas sei que era muito bom e que dá um grande banzo, saudade do que não sei o que é, que me fez muito bem...não entendo, apenas sinto...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Onde a vida faz a curva ?

Ontem eu era jovem, menina. Pensava em como seria a vida quando fosse dona do meu nariz , em pleno exercício da maturidade.
Pisquei os olhos e estou com 43 anos. O amanhã é hoje. Tão rápido, que nem deu para curtir a viagem.
Imaginava que ser adulta seria diferente, que seria tomada por súbita sabedoria. Que não faria besteiras.
Saberia sempre o caminho certo. Teria resposta para tudo.
Que ilusão.
O que mais tenho são dúvidas e, infelizmente, uma grande sensação de desperdício de tempo e vida mal vivida.
Aprendi algo que sequer supunha: - não existe plena maturidade.
Não sei em que momento a transição ocorreu.
Nem percebi onde a vida fez a curva.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Colo

Olhos vidrados
Cansaço extremo
Desconforto
Pensamentos descoordenados
Exaustão física e mental
Impossível desligar
Necessidade de proteção
Porto seguro
Esconderijo
Abrigo
Ninho
Amparo
Um certo colo moreno
Era tudo o que eu queria...